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Sobre a banda

Conhecido por seu discurso forte, pelas letras engajadas que tratam de questões sociais, políticas e culturais, o Pavilhão 9 é considerado um dos principais grupos de hip hop da década de 1990.

A história do grupo teve início com o lançamento de “1° Ato”, em 1992, que vendeu 5 mil cópias e foi indicado ao Prêmio Sharp de Crítica. Na época, o grupo formado por Rhossi, Pivete, Camburão e o DJ Branco trouxe ao público um álbum polêmico, que apresentava músicas como “Otários Fardados”.

O segundo disco veio em 1996. Lançado pela gravadora Paradoxx, “Procurados Vivos ou Mortos” levou o grupo a alcançar projeção nacional com o single “Vietnã” sendo executado nas principais rádios do país. Foram mais de 50 mil cópias vendidas e o videoclipe da música “Apaga o Baseado”, produzido por Alex Miranda, foi indicado a Melhor Videoclipe de Rap pela MTV Music Brasil.

Após a saída de Pivete, Camburão e DJ Branco, o vocalista Rhossi resolveu inovar, unindo ao formato DJ e MC uma banda que contava com o vocalista Doze, Marinho (baixo), Blindado (guitarra), Ortega (guitarra), Alexandre (bateria) e o DJ Branco (Rildo). Com a nova formação, lançou “Cadeia Nacional”, em 1997. Com músicas como “Mandando Bronca”, “Opalão Preto”, entre outras, o álbum foi um divisor de águas que conquistou o público, vendeu mais de 100 mil cópias e ganhou disco de ouro.

O Pavilhão 9 se tornou então uma das principais bandas do casting da Paradoxx e, em 1998, lançou “Se Deus Vier Que Venha Armado”. Produzido por Carlo Bartolini e Bid, e mixado por Bill Kennedy (Nine Inch Nails) no Scream Studio, em Los Angeles, o disco trouxe faixas importantes, como “Vai Explodir”, que contou com a participação de Black Alien. Foram 75 mil cópias vendidas, músicas em trilhas de filmes nacionais e indicação ao VMB MTV.

Com contrato encerrado na Paradoxx, a banda passa a produzir de forma independente as primeiras músicas do que se tornaria o disco “Reação”. “Sigo com Calma”, “Derrubando Barreiras” e “Trilha do Futuro” fizeram parte do CD Demo apresentado ao diretor da gravadora Warner, Sergio Afonso, e ao diretor artístico, Tom Capone, que gostaram e fecharam contrato com o Pavilhão 9. O álbum foi gravado na Toca do Bandido e lançado em 2001, mesmo ano em que a banda fez uma participação histórica no Rock in Rio, quando as máscaras foram retiradas, gerando barulho na imprensa.

2006 foi o ano de lançamento de “Público Alvo”, produzido por Carlo Bartolini, com participação de Billy Graziadei (Biohazard), Guga Stroeter, DJ Nuts, Rodolfo Abrantes (Raimundos) e Salazar (Veiga & Salazar). Disco de peso, foi lançado pela gravadora Sonora Biz e trouxe músicas importantes como “Mundo Loco”, que teve videoclipe produzido pela Conspiração Filmes, além de “Gimme the Power”, uma versão da banda mexicana Molotov.

Desde então, foram mais de 300 mil cópias vendidas, 6 álbuns gravados ao longo da carreira, indicações a prêmios, shows pelo Brasil inteiro e participação em programas de TV e festivais importantes do cenário mundial, como Rock in Rio e Lollapalooza.

2017 é um ano emblemático para o Pavilhão 9. Completando 25 anos de carreira, após 11 anos parada, a banda volta com o álbum “Antes Durante Depois”, lançado pela Deckdisc, que mantém sua característica mais marcante, a fusão do rap com o rock, e com nova formação: o baterista Leco Canali (ex-Tolerância Zero), o baixista Heitor Gomes (ex-Charlie Brown e CPM22), Rafael Bombeck (ex-La Raza), DJ MF e, na linha de frente, Rhossi e Doze.